Viva A Língua Brasileira - Sérgio Rodrigues

Informações:

Sinopse

O escritor Sérgio Rodrigues fala das curiosidades do português falado no Brasil, seus usos e suas transformações ao longo do tempo.

Episódios

  • Em Português, tudo tem gênero

    Em Português, tudo tem gênero

    17/10/2017 Duração: 09min

    No Latim, há três gêneros. Por isso, em Português, que deriva desta língua, as palavras masculinas ‘quebram um galho’ como gênero neutro. Há uma forte corrente que diz que isso é, na verdade, um traço de machismo.

  • Palavras também mudam de gênero

    Palavras também mudam de gênero

    10/10/2017 Duração: 06min

    'Poeta' é um exemplo desta situação. Ela começou exclusivamente masculina, mas acabou designando também as mulheres. Já com a palavra presidente aconteceu o contrário. Dilma queria ser chamada de presidenta.

  • É importante não esvaziar palavras como pedofilia de seu verdadeiro sentido

    É importante não esvaziar palavras como 'pedofilia' de seu verdadeiro sentido

    03/10/2017 Duração: 07min

    Se expressão perder o valor, o crime e a perversão também podem acabar sendo banalizados. Quanto à polêmica das exposições em São Paulo e Porto Alegre, vale mais a pena discutir a classificação indicativa e os rumos que a arte está tomando.

  • Qual a origem da palavra favela?

    Qual a origem da palavra favela?

    26/09/2017 Duração: 05min

    A história mais aceita começa na Guerra de Canudos. No local, havia uma planta com esse nome, em um morro. Os combatentes do Rio de Janeiro que voltaram para a cidade pediram permissão para construir moradias no Morro da Providência, que passou a ser chamado, também, de Morro da Favela. Com o tempo, a palavra deixou de ser nome próprio e se tornou substantivo.

  • Costumes passam, expressões ficam

    Costumes passam, expressões ficam

    05/09/2017 Duração: 09min

    'Discar, 'virar o disco' e 'cair a ficha' são exemplos de expressões baseadas em costumes que quase não existem mais.

  • Políticos brasileiros usam branding contra crise de representatividade

    Políticos brasileiros usam 'branding' contra crise de representatividade

    29/08/2017 Duração: 08min

    Em vez de reformar um sistema falido, os políticos resolveram fazer uma maquiagem, mudando os nomes das legendas, cortando a palavra ‘partido’ nos nomes. A técnica é mais usada em marcas e produtos que enfrentam grandes escândalos com o objetivo de melhorar a imagem de empresas.

  • Escolha de palavras nunca é inocente

    Escolha de palavras nunca é inocente

    22/08/2017 Duração: 09min

    No caso dos EUA, a expressão ‘supremacista branco’ vem da ideia de supremacia dos brancos, superioridade absoluta e incontestável. No entanto, não fica claro que estamos falando de racistas. Pode soar como eufemismo e dar a entender que o grupo tem uma causa nobre, o que é mentira.

  • É importante estar sempre alerta ao politicamente correto

    É importante estar sempre alerta ao politicamente correto

    15/08/2017 Duração: 10min

    Discussão serve para ajudar na ampliação da consciência critica das palavras. Depende de cada um analisar se está sendo justo ou não.

  • Homossexualismo x homossexualidade

    Homossexualismo x homossexualidade

    08/08/2017 Duração: 09min

    A palavra homossexualismo nasceu da ideia que de a homossexualidade era uma doença. Por isso, o movimento gay começou a exigir a mudança no uso dos termos.

  • Mídia ou media?

    Mídia ou media?

    01/08/2017 Duração: 08min

    As duas palavras são usadas para designar o coletivo de meios de comunicação. A primeira no Brasil e a segunda em Portugal. Nenhuma das soluções é perfeita, mas a brasileira parece mais funcional.

  • Quando você tem duas formas de dizer a mesma coisa, prefira a mais simples

    Quando você tem duas formas de dizer a mesma coisa, prefira a mais simples

    25/07/2017 Duração: 10min

    Na frase 'antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar', o pecado é a hipercorreção. Em vez de usar, 'encontra-se' prefira dizer 'está'. Em vez de 'o mesmo', era possível usar 'ele'. Talvez o melhor fosse reescrever toda a frase: 'antes de entrar, verifique se o elevador está parado neste andar'.

  • Cariocas estão importando expressões paulistas

    Cariocas estão importando expressões paulistas

    18/07/2017 Duração: 09min

    "Loura" virou "loira". O "então" está cada vez mais presente no início das frases. O "sinal de trânsito" já começa a parecer como "farol". "Night" virou "balada". Parte da explicação está no domínio do poder econômico. Com isso, parte da cultura do estado acaba sendo exportada em livros, programas de TV e músicas, por exemplo.

  • Em Portugal, ‘se calhar expressa incerteza

    Em Portugal, ‘se calhar' expressa incerteza

    11/07/2017 Duração: 10min

    A expressão portuguesa “se calhar, isso acontece” se refere a uma possibilidade sobre a qual não há garantia. No Brasil, há várias outras formas de dizer isso: “se bobear, de repente, talvez, quem sabe, vai ver que”.

  • Expressões pra burro e pra cachorro têm ligações com passado rural do Brasil

    Expressões 'pra burro' e 'pra cachorro' têm ligações com passado rural do Brasil

    04/07/2017 Duração: 07min

    Usadas em sentido hiperbólico, elas se referiam à fartura alimentar das casas, quando as refeições sobravam até para alimentar os animais. Outras expressões como 'pra dedéu' e 'pra caramba' não têm, necessariamente, sentido lógico. Elas são usadas mais pelo som do que pelo sentido e até para evitar o uso de palavrões.

  • Gírias costumam ganhar maior circulação social como patrimônio dos jovens

    Gírias costumam ganhar maior circulação social como patrimônio dos jovens

    27/06/2017 Duração: 09min

    Elas são códigos que surgem de grupos mais ou menos fechados e são usadas para reforçar a identidade de um grupo ou de excluir quem não pertence a ele.

  • Antonio Castro Lopes era um inconformado com as palavras importadas

    Antonio Castro Lopes era um inconformado com as palavras importadas

    20/06/2017 Duração: 09min

    O gramático Antonio de Castro Lopes era o inimigo numero 1 das palavras estrangeiras, o homem que inventou a palavra ‘cardápio’ para substituir ‘menu’. Antonio Castro Lopes era carioca. Ele nasceu em 1827 e morreu em 1901. Na época, as pessoas abusavam do francês. Mais do que entender a língua que o Brasil falava, ele queria revolucionar. Ele era um inconformado com palavras importadas.

  • De onde surgiu a expressão ‘acabar em pizza’?

    De onde surgiu a expressão ‘acabar em pizza’?

    13/06/2017 Duração: 08min

    A frase apareceu no contexto político em 31 de julho de 1992, com secretária Sandra Regina de Oliveira. Paulista de Araraquara, ela foi depor na CPI que investigava PC Farias. Em sua participação, ela disse ‘se tudo isso acabar em pizza, como alguns querem, será o fim do país’. No entanto, a frase já existia em São Paulo, no contexto esportivo, com o jornalista Milton Peruzzi. Em todo o fim de crise no Palmeiras, ele dizia que eles haviam assado uma pizza e tinha ficado tudo certo.

  • Livro de Gabriel de Ávila Othero desvenda os mitos de linguagem

    Livro de Gabriel de Ávila Othero desvenda os mitos de linguagem

    06/06/2017 Duração: 09min

    O linguista discute as máximas repetidas como verdade, como por exemplo: mulheres falam mais do que os homens? Segundo ele, as mulheres tendem a falar mais na esfera pessoal, enquanto os homens falam mais quando o assunto diz respeito a poder. Não há nada biológico que indique que as mulheres tendem a falar mais do que os homens.

  • Quem fala palavrão é mais honesto?

    Quem fala palavrão é mais honesto?

    23/05/2017 Duração: 10min

    Uma pesquisa da Holanda chegou a essa conclusão. A premissa é que as pessoas que recorrem a essa linguagem falam o que têm vontade, diferentemente de quem escolhe mais as palavras. Aécio Neves, gravado durante delação da JBS, é um dos que mais fala palavrão.

  • Em alguns casos, apenas o uso da palavra pode determinar a forma correta

    Em alguns casos, apenas o uso da palavra pode determinar a forma correta

    16/05/2017 Duração: 07min

    A língua portuguesa é tão dinâmica que a gramática tradicional não traz todas as respostas. Esse é o caso da expressão ‘mega’.

página 1 de 2