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A língua como acolhimento ao imigrante: pesquisadora avalia desafios no Brasil e na Europa

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Sinopse

Para um imigrante que acaba de chegar a um novo país – muitas vezes em situação de crise, sem planejamento e sem domínio do idioma local –, a comunicação é o primeiro passo para sobreviver, acessar direitos e reconstruir a vida. No Brasil, essa necessidade deu origem ao conceito de “língua de acolhimento”, abordagem pedagógica voltada para as urgências práticas do recém-chegado. Em entrevista à RFI, a professora e pesquisadora Nukácia Araújo, da cátedra Sérgio Vieira de Mello, criada pela Unesco na Universidade Estadual do Ceará (UECE), explica os desafios que as cidades brasileiras enfrentam para facilitar a integração de imigrantes. Ela faz atualmente um pós‑doutorado na Universidade Sorbonne Nouvelle (Paris 3), onde acompanha iniciativas brasileiras e francesas de acolhimento linguístico.  Essa forma de ensinar o idioma do país receptor leva em consideração que quem chega em uma situação de crise não pode esperar por longos cursos tradicionais. Segundo Nukácia, a língua de acolhimento é, na verdade, uma fo