Jorge Borges

O livro como grande reserva do humano

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Sinopse

O escritor Juan Villoro analisa como a revolução digital transformou o paradigma da leitura, alertando para os perigos de uma dependência acrítica da inteligência artificial. O autor defende que, ao contrário dos algoritmos que replicam padrões e eliminam a subjetividade, a literatura preserva a essência humana através do gosto, da intuição e da capacidade de ler nas entrelinhas. Villoro descreve a sociedade atual como uma "escravidão feliz", onde a conveniência tecnológica resulta na perda de memória e na monetização dos dados pessoais. Perante este cenário, o livro físico surge como um instrumento de resistência e um espaço vital para o autoconhecimento e o pensamento crítico. O texto sublinha que, enquanto as máquinas processam informações de forma linear, a arte oferece verdades relativas que desafiam a tirania do imediato. Conclui-se que o resgate da cultura literária é essencial para garantir que a vontade humana não seja totalmente substituída por decisões automatizadas.