Sqizo

Sqizo

Sinopse

Para o escritor Manoel Herzog, "Em Squizo, de Alessandro Daros, a linguagem do velho sátiro narrador nos leva pelos caminhos de um livro que não se sabe se de contos ou um romance, narrativa sequencial. Pouco importa, vale é se deliciar da linguagem que faz coruscarem de um fundo escuro lampejos poéticos. Como na grande noite do Finnegans Wake, é aqui transcrito um sonho, um delírio noturno, entremeando situações de sexo e morte, e carne e sangue, em meio a espasmos do mais fino lirismo, que comove e assusta a um só tempo. Pouco importando o gênero a que a obra pertença, se volume de contos ou novela, Daros nos leva pela jornada literária da Humanidade que, ao fim de tudo, reencontra a verdadeira poesia. É isso: Squizo é um grande poema."

Sobre o autor:

"; o ramo da canhota me veio materno; o ramo da destra me chegou paterno; geminiano, cingido pelo signo do fragmento, trilho bifurcações e encruzilhadas com a alegria do livre arbítrio; embora o signo do pathos me seja guia, satírico; minha fé completa maioridade e torna exíguos quaisquer tremores; renovo o respeito ao diverso, sempre; por picardia, construí a casa em que habito: posso; exercito correição na lida, não nos esteios; e se os materiais são passageiros, há orgulhos no seu lastro bem enraizado e no verde tenro que sustém a pisada matinal dos meninos; deles sou o ramo da destra; o ramo da canhota, continua materno;"

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