Linha Direta

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Sinopse

Bate-papo com os correspondentes da RFI Brasil pelo mundo para analisar, com uma abordagem mais profunda, os principais assuntos da atualidade.

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Episódios

  • Linha Direta - Alemanha: autor de ataque contra sinagoga afirma ter sido motivado por ideias de extrema direita
    Linha Direta - Alemanha: autor de ataque contra sinagoga afirma ter sido motivado por ideias de extrema direita
    Duração: 05min | 11/10/2019

    O autor do atentado em Halle, no leste da Alemanha, reconheceu diante da justiça que suas ideias antissemitas e de extrema direita o motivaram a agir, divulgou nesta sexta-feira (11) o Ministério Público do país. Segundo o governo, o país conta com cerca de 12 mil militantes ultradireitistas propensos a atos de violência. Marcio Damasceno, correspondente da RFI em Berlim Além da questão de segurança da comunidade judaica, existe a forte preocupação com o crescimento da extrema direita na Alemanha. Lideranças de diversos partidos alemães - incluindo as legendas da coalizão de governo - fazem uma conexão direta entre o atentado e a ascensão de discursos "incendiários" no país. Segundo essas lideranças, ideias de partidos de extrema direita, como o Alternativa para a Alemanha (AfD), que se tornou a principal força de oposição no parlamento, tem contribuído para incitar não só o antissemitismo como o ódio a estrangeiros. Nesta sexta-feira, o líder do AfD, Jörg Meuthen, rejeitou responsabilidade de seu partido no ocorrido. Ele também culpou o governo alemão por não ter dado proteção à sinagoga e acusou as autoridades de instrumentarem politicamente o crime. Crescimento da xenofobia e do antissemitismo O atirador de Halle tinha como alvo não só judeus como estrangeiros de um modo geral. Depois de tentar em vão entrar na sinagoga, ele matou uma pedestre e disparou contra uma lanchonete tipicamente turca, matando um homem que estava no restaurante. O crescimento de incidentes violentos de fundo antissemita tem sido constante nos últimos anos no país, de acordo com as autoridades alemãs. Só entre 2017 e 2018 foi registrado um aumento de cerca de 10%. No ano passado foram 69 delitos, de simples xingamentos a agressões físicas. Segundo uma pesquisa recente, 78% dos judeus na Alemanha se sentem sob constante ameaça. Não só o antissemitismo tem crescido, como também os próprios movimentos radicais de direita tem se fortalecido no país, tendência que também tem sido verificada pelas autoridades. A criminalidade com fu

  • Linha Direta - Reino Unido e Irlanda tentam desbloquear acordo sobre Brexit
    Linha Direta - Reino Unido e Irlanda tentam desbloquear acordo sobre Brexit
    Duração: 04min | 10/10/2019

    Os primeiros-ministros do Reino Unido, Boris Johnson, e da Irlanda, Leo Varadkar, se reúnem nesta quinta-feira (10), em mais uma tentativa de destravar as negociações em torno do Brexit. A possível instalação de uma fronteira entre os dois países é um dos pontos mais polêmicos do plano dos britânicos para a saída da União Europeia, marcada para daqui a 21 dias. Maria Luisa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres Na última sexta-feira, Boris Johnson apresentou à União Europeia uma nova proposta para o Brexit. Ele espera conquistar o apoio do líder irlandês, já que outros líderes europeus rejeitaram a viabilidade do plano. Johnson propõe retirar completamente o Reino Unido da união aduaneira europeia. Isso significa a criação de uma fronteira terrestre com rígidos controles entre a Irlanda do Norte, que é parte do Reino Unido, e a República da Irlanda, que é um país-membro da União Europeia. Ao mesmo tempo, os britânicos querem que a Irlanda do Norte continue dentro do mercado comum europeu. Ou seja, alimentos produzidos no resto do Reino Unido teriam de passar por uma inspeção para poder entrar na Irlanda do Norte. Na visão do premiê Irlandês, Leo Varadkar, e também na do principal negociador europeu para o Brexit, Michel Barnier, a proposta de Johnson é uma solução temporária, que não foi testada para comprovar sua eficácia. Varadkar acredita que o povo da Irlanda do Norte precisa ser consultado sobre seu futuro, já que, para ele e muitos analistas, as consequências de uma fronteira rígida entre as Irlandas poderia comprometer o acordo de paz de 1998, que pôs fim a décadas de conflito entre os dois lados. Há poucas semanas, o Parlamento britânico aprovou uma lei que obriga Boris Johnson a pedir a União Europeia uma nova extensão do prazo para o Brexit caso o país não chegue a um acordo para o bloco até 19 de outubro. O primeiro-ministro britânico declarou que prefere “se ver morto em uma vala” do que pedir aos europeus um prazo mais longo do que o de 31 de outubro. Ele se diz confiante em que a propost

  • Linha Direta - Briga por processo de impeachment pode fortalecer a reeleição de Trump
    Linha Direta - Briga por processo de impeachment pode fortalecer a reeleição de Trump
    Duração: 04min | 09/10/2019

    O governo de Donald Trump afirmou nesta terça-feira (8) que a Casa Branca não vai cooperar com a investigação iniciada após o pedido de impeachment feito pelos democratas, na Câmara de Representantes. Para lidar com a ameaça de destituição, a Casa Branca segue a estratégia costumeira de Donald Trump de revidar com força máxima a quem ataca o presidente americano. Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington Sem hesitar em elevar o tom da disputa e disposto a dificultar a investigação para o processo de destituição, comandado pelos democratas no Congresso americano, o governo impediu que o embaixador dos Estados Unidos na União Europeia, Gordon Sondland, prestasse um depoimento ao Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados, que deveria ter acontecido nessa terça-feira (8). A estratégia da Casa Branca tem sido tentar descreditar o Comitê de Inteligência, que ativou a investigação. Mesmo sob a acusação de ter pressionado o governo ucraniano a investigar Joe Biden, na sexta passada (4), Trump pediu publicamente que a China também investigasse o pré-candidato democrata à presidência e vice de Barack Obama. O governo chinês, em plena guerra comercial contra os EUA, declarou nesta terça que não investigaria Biden. O presidente americano sinalizou que já esperava que essa seria a resposta de Pequim – ou seja, fez o pedido com a intenção de provocar mais manchetes e jogar lama sobre o nome do seu rival. Ainda nessa terça, a Casa Branca enviou uma carta à líder da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, informando que não cooperaria com a investigação e chamando-a de “inválida”, já que, segundo os advogados da presidência, infringia o direito a um processo justo, conforme determinado pela Constituição. Determinação dos democratas Os republicanos continuam a desafiar os democratas a fazer uma votação para o processo de impeachment, ao que eles respondem que o voto não é necessário, embora seja uma tradição no Congresso americano. A líder da Câmara dos Deputados, que até recentemente evitava se posicionar qua

  • Linha Direta - Postura instável de Trump no norte da Síria ameaça futuro de curdos e pode fortalecer grupo EI
    Linha Direta - Postura instável de Trump no norte da Síria ameaça futuro de curdos e pode fortalecer grupo EI
    Duração: 04min | 08/10/2019

    Pressionado internamente, Donald Trump mudou o discurso um dia depois de começar a abrir caminho para uma ofensiva da Turquia na região. A frágil postura da Casa Branca agora gera incertezas sobre o futuro dos curdos e do território sírio, há oito anos em guerra.   Fernanda Castelhani, correspondente da RFI em Istambul Apesar de aliados, fazia três anos que Estados Unidos e Turquia vinham discordando sobre a presença de tropas americanas no norte da Síria. Com a mudança brusca na postura da Casa Branca, as tropas americanas começaram a deixar dois postos do norte da Síria: Tel Abyad e Ein Eissa. Diante da reação negativa, inclusive dos próprios republicanos, os Estados Unidos devem manter grande parte da tropa, retirar somente o necessário para garantir sua própria segurança e liberar espaço para o avanço do Exército turco ao país vizinho. Ataque turco sem aviso prévio O presidente turco, Tayyip Erdogan, afirmou que as Forças Armadas estão prontas para agir a qualquer momento e sem nenhum aviso prévio. Ele e Donald Trump se falaram no domingo por telefone e foi a partir dessa conversa que a Casa Branca anunciou que não permaneceria mais nessa área. No telefonema, o presidente turco reforçou seu plano de iniciar a ofensiva e a frustração pelos americanos não colorarem em prática acordos firmados entre os dois países, como a criação de uma zona segura de 480 km ao longo da fronteira e 30 kmpara dentro do território, na margem leste do rio Eufrates. Segundo o governo de Ancara, essa área tem dois objetivos: abrigar parte dos refugiados sírios, hoje em solo turco, e também limpar terroristas da fronteira, referindo-se aos curdos sírios, até então, apoiados pelo exército de Washington. EUA abandonam aliados curdos As forças curdas da Síria afirmam que perderam onze mil soldados na guerra contra o grupo Estado Islâmico na coalizão com os americanos. Ao deixar o território, os Estados Unidos sinalizam não só romperam a aliança, como também abandonaram as Forças Democráticas Sírias. Pelo menos, esse é o sentiment

  • Linha Direta - Papa Francisco condena proselitismo religioso que força conversões na Amazônia
    Linha Direta - Papa Francisco condena "proselitismo religioso que força conversões" na Amazônia
    Duração: 05min | 07/10/2019

    As reuniões do Sínodo da Amazônia começaram na manhã desta segunda-feira (7) no Vaticano. O papa Francisco, falando em espanhol, voltou a condenar o proselitismo religioso que força conversões e “aniquilou civilizações”, em uma nova referência à catequização imposta aos povos amazônicos durante séculos. O papa repreendeu quem criticou, dentro do Vaticano, a participação de um índiocom um cocar de plumas na missa de abertura do Sínodo, no domingo (6), na Basílica de São Pedro. “Que diferença há entre usar um cocar ou um chapéu cardinalício”, perguntou Francisco à plenária. Ontem, durante o ofício inaugural do encontro, o papa questionou: “Quantas vezes houve colonização em vez de evangelização! Deus nos preserve da ganância dos novos colonialismos”. Ele também utilizou uma metáfora para condenar o aumento dos incêndios na floresta: “O fogo ateado por interesses que destroem, como o que devastou recentemente a Amazônia, não é o do Evangelho”. Para se “retratar” da imposição religiosa arbitrária aos povos originários nos últimos cinco séculos, o papa conclamou a Igreja Católica a “reacender o dom” da evangelização e “receber a prudência audaciosa do Espírito”. Um discurso que sinaliza a vontade do papa de deixar definitivamente para trás o passado de opressão e conversões forçadas e apresentar a Igreja com uma nova roupagem na Amazônia, sem “devorar povos e culturas”. As reuniões do Sínodo iniciadas hoje se estenderão pelas próximas três semanas em duas sessões, uma de manhã e outra à tarde. A plenária discutirá os temas abordados no documento preparatório para o Sínodo, que vão desde a participação das mulheres na Igreja até a presença eclesial nas áreas urbanas da Amazônia, passando pela posição que a Igreja deveria ter diante de povos indígenas em isolamento voluntário e o papel da comunicação católica para apresentar uma “nova Igreja” de rosto amazônico. A plenária é composta por 185 religiosos dos nove países da Amazônia – entre eles 58 brasileiros –, além de auditores e auditoras, especialistas leigos, del

  • Linha Direta - Guerra entre gigantes da aviação pode afetar economia global
    Linha Direta - Guerra entre gigantes da aviação pode afetar economia global
    Duração: 05min | 04/10/2019

    A disputa transatlântica entre EUA e União Europeia devido as subvenções concedidas às suas indústrias aeronáuticas está ganhando contornos de uma guerra comercial que pode ter efeitos negativos na economia global. Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas Não bastasse a guerra comercial travada pelo presidente americano, Donald Trump, contra a China, os EUA decidiram agora escalar a tensão com a União Europeia. Em questão, a disputa de 15 anos entre Washington e Bruxelas na Organização Mundial do Comércio (OMC) pelos subsídios às gigantes Boeing e Airbus, duas das maiores fabricantes de aviões do mundo. Esta semana, a OMC deu sinal verde a um pedido do governo americano para impôr tarifas pesadas sobre produtos do bloco europeu. A retaliação comercial no valor de US$ 7,5 bilhões ao ano deve atingir produtos emblemáticos da Europa como o vinho e o queijo francês, o azeite espanhol, o whisky escocês, entre outros. Segundo o orgão de resolução de litígios da OMC, com sede em Genebra, o valor autorizado é proporcional ao apoio financeiro dado à Airbus, no período de 2011 a 2013. Exatamente daqui a duas semanas, no dia 18 de outubro, os EUA devem anunciar as novas tarifas de importação para certos produtos oriundos da União Europeia. Estas sanções americanas contra o bloco europeu agravam ainda mais as incertezas para a economia mundial. A punição se daria via elevação de tarifas de importação. Europeus preocupados Nesta quinta-feira (3), o escritório da Representação Comercial dos EUA divulgou uma lista com centenas de produtos agrícolas europeus e aeronaves, que deverão ser submetidos a tarifas de 25% e 10%, respectivamente. França, Alemanha, Reino Unido e Espanha serão os países mais prejudicados por serem, segundo o governo americano, "os quatro responsáveis pelos subsídios ilegais". Vinhos, queijos, azeitonas, produtos suínos, manteiga, iogurte, café, frutas, além dos aviões da Airbus, estão na mira dos EUA. Esta é a maior sanção já aprovada pela OMC por causa de uma disputa comercia

  • Linha Direta - Com coalizão Geringonça, socialista António Costa desponta como vencedor do pleito em Portugal
    Linha Direta - Com coalizão "Geringonça", socialista António Costa desponta como vencedor do pleito em Portugal
    Duração: 04min | 04/10/2019

    Depois de governar quatro anos em uma coalizão de esquerda apelidada de “Geringonça” e de colocar as contas deficitárias do país em ordem, o socialista português António Costa aparece como o grande favorito às eleições legislativas do próximo domingo (6). Adriana Niemeyer, correspondente da RFI em Lisboa Todos os candidatos estão nas ruas das principais cidades portuguesas junto com seus correligionários, equipados de bumbos e bandeiras partidárias na tradicional “arruada”, para captar o voto dos indecisos, que ainda são numerosos. Com a proximidade da votação, a distância entre os socialistas e o partido de centro-direita diminuiu para 10 pontos percentuais, o que não chega a comprometer as chances de Costa ser reconduzido ao poder, já que o Partido Socialista tem 38% das intenções de voto. Para os socialistas, desde o princípio da campanha, a maior interrogação nestas eleições não é se haverá vitória ou derrota, e, sim, se terão a maioria parlamentar ou não. Até por esse motivo, a campanha eleitoral tem sido mais do que morna e tem atraído pouco o interesse dos eleitores. Nem mesmo os debates televisivos acenderam alguma grande discussão pública, já que tanto os socialistas quanto os democratas de centro-direita têm programas semelhantes. Nenhum dos partidos tradicionais tem posição radical à esquerda ou à direita. Apenas o novo partido de extrema direita – Chega – tenta obter votos com ideias xenófobas, mas não consegue chegar a mais de 1% das intenções de voto. A disputa entre os partidos passa por conseguir mais um ou dois deputados para ter alguma voz no Parlamento e maior poder de negociação, caso os socialistas não obtenham a maioria absoluta. Casa em ordem Nos últimos quatro anos, a coalizão liderada por Costa conseguiu reduzir o déficit de Portugal de 4,4% para 0,2%. O país registrou um crescimento maior que a média da União Europeia. Agora, com a promessa de aumentar o investimento público, ao mesmo tempo em que apresenta um mandato no qual conseguiu colocar as contas públicas em ordem, Costa

  • Linha Direta - Argentina tem seis novos pobres por minuto
    Linha Direta - Argentina tem seis novos pobres por minuto
    Duração: 05min | 03/10/2019

    Em 12 meses, Argentina somou 9.028 novos pobres por dia. Há dois anos a reeleição de Mauricio Macri era dada como certa, mas esse aumento impressionante da pobreza no país explica a queda na popularidade do presidente e sua derrota anunciada nas próximas eleições de 27 de outubro. Márcio Resende, correspondente em Buenos Aires A pobreza na Argentina aumentou 8,1% em apenas um ano, afetando agora 35,4% da população, o índice mais alto de todo o mandato do presidente Mauricio Macri. Nesss período, 3 milhões e 250 mil pessoas caíram da classe média para a classe baixa, isto é, mais de nove mil pessoas por dia. O número é uma média entre os dois primeiros trimestres deste ano. No primeiro trimestre, a pobreza aumentou a 34,1%; no segundo, 36,7. No total, existem 14,4 milhões de pobres na Argentina, considerando apenas os que se concentram nas cidades. O número pula para 15,8 milhões ao se incluir a zona rural. Já o número de indigentes, aqueles que estão abaixo da pobreza, passou de 4.9% a 7,7% e atinge 3,1 milhões de pessoas, um milhão a mais em 12 meses. Outro número alarmante: 52,6% das 9,5 milhões de crianças argentinas menores de 14 anos são pobres, comprometendo o futuro do país. A indigência infantil também aumentou de 8% para 13,1% em um ano. Derrocada social Em dezembro de 2015, a pobreza atingia 29% da população, segundo o Observatório da Dívida Social da Universidade Católica. O então governo de Cristina Kirchner (2007-2015), que supostamente manipulava os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC), tinha deixado de divulgar o índice. "Esses 10 pontos de diferença entre 2017 e hoje são explicados pela classe média baixa que tinha conseguido sair da pobreza e que agora voltou a essa situação. Já parte da classe baixa caiu para a indigência e depende cada vez mais da emergência de programas sociais. O mal humor nesses segmentos é grande", explica à RFI Agustín Salvia, diretor do Observatório da Dívida Social. No final de 2017, Macri havia conseguido reduzir a pobreza a 25

  • Linha Direta - Assassinato de jornalista saudita completa um ano sem punição e sem corpo
    Linha Direta - Assassinato de jornalista saudita completa um ano sem punição e sem corpo
    Duração: 04min | 02/10/2019

    O assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi dentro do consulado da Arábia Saudita, na Turquia, completa um ano nesta quarta-feira (2) sem nenhuma condenação formal. Apesar das evidências públicas e novos depoimentos que reforçam os indícios da responsabilidade do regime saudita, Riad continua negando envolvimento na morte, ocorrida em 2 de outubro de 2018. A investigação da ONU concluiu, em junho, que Khashoggi foi vítima de uma execução premeditada pela Arábia Saudita. A relatora especial das Nações Unidas no caso, Agnès Calllamard, que se reúne hoje em Istambul com familiares e amigos de Khashoggi, critica a reação do regime saudita e denuncia a falta de coragem da comunidade internacional. Fernanda Castelhani, correspondente da RFI Brasil em Istambul Nesta quarta-feira (02), está previsto um ato em memória do jornalista saudita Jamal Khashoggi diante do consulado da Arábia Saudita, onde o crime foi perpetrado há um ano. A Associação de Mídias Turcas e Árabes, Anistia Internacional, Repórteres sem Fronteiras e Observatório dos Direitos Humanos organizaram a cerimônia, que contará com a presença da relatora especial das Nações Unidas sobre o caso, Agnès Callamard, e Hatice Cengiz, a noiva do jornalista assassinado. Falta de transparência no julgamento e nenhuma condenação A investigação da ONU concluiu, em junho, que o jornalista foi vítima de uma execução premeditada pela Arábia Saudita. De lá para cá, nada mudou. Na Arábia Saudita, onze pessoas apontadas pelo Estado por meio de investigação interna enfrentam julgamento que, de acordo com as Nações Unidas, não segue padrões internacionais e deveria ser aberto ao público e a observadores estrangeiros. O príncipe-herdeiro Mohammad bin Salman declarou, nesta semana, que, como líder da Arábia Saudita, assume total responsabilidade pelo assassinato, uma vez que foi cometido por funcionários do governo, mas nega qualquer alegação de que ordenou a morte de Jamal Khashoggi. O jornalista desapareceu em dois de outubro de 2018 logo após entrar no consulado

  • Linha Direta - Manifestante é ferido a tiros em Hong Kong em protesto contra festa da China comunista
    Linha Direta - Manifestante é ferido a tiros em Hong Kong em protesto contra festa da China comunista
    Duração: 05min | 01/10/2019

    A maior parada militar já realizada em Pequim marcou os 70 anos da fundação da República Popular da China, nesta terça-feira (1). Em um discurso histórico, o presidente chinês, Xi Jinping, reforçou o projeto de unidade do país e as conquistas econômicas das últimas décadas. Mas a festa na China continental é perturbada pela persistência dos protestos em Hong Kong, onde um manifestante foi ferido a tiros pela polícia. Luiza Duarte, correspondente da RFI em Hong Kong Em seu pronunciamento, Xi Jinping reiterou a necessidade de “lutar pelo sonho chinês” e por uma nação unida e estável. O presidente repetiu uma frase do ex-líder chinês Hu Jintao, dita durante a celebração de 60 anos da república, há dez anos, sobre a necessidade de uma “unificação pacífica” do país. Durante mais de uma hora de parada militar, que reuniu 15 mil soldados, as autoridades homenagearam membros históricos do Partido Comunista Chinês (PCC), como Mao Tse Tung, fundador da República Popular, e Deng Xiaoping, responsável pela transição à economia de mercado. A apresentação coreografada e colorida mostrou para o mundo o poderio do exército e da aeronáutica chineses. Grande parte dos equipamentos foram mostrados ao público pela primeira vez. Tanques e aviões foram seguidos de um desfile civil com mais de 100 mil pessoas na capital chinesa. O governo central pretende fazer da festa nacional uma vitrine das sete décadas de domínio do PCC e focar no desenvolvimento econômico que transformou a China na segunda maior economia do mundo. As autoridades tomaram uma série de precauções para que a festa ocorra de acordo com o planejado. Medidas de segurança foram reforçadas na capital e uma operação de limpeza de conteúdo político crítico ao governo nas redes sociais foi desencadeada há semanas. Os preparativos, ensaios e proibições nas imediações da Praça da Paz Celestial começaram com meses de antecedência, para garantir que nada saia do roteiro nessa importante data. Protestos em Hong Kong A chefe do executivo de Hong Kong, Carrie Lam, participa

  • Linha Direta - Ministro Ricardo Salles é recebido com protestos em Berlim
    Linha Direta - Ministro Ricardo Salles é recebido com protestos em Berlim
    Duração: 04min | 30/09/2019

    O ministro brasileiro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está em Berlim, segunda etapa de seu giro na Europa destinado a atrair investimentos estrangeiros e, no caso da Alemanha, discutir o futuro das contribuições ao Fundo Amazônia, afetado pelas queimadas. Salles enfrenta nesta segunda-feira (30) protestos da ONG Greenpeace e de um grupo de resistência ao governo de Jair Bolsonaro, em frente à Câmara de Comércio e Indústria da Alemanha. Cristiane Ramalho, correspondente da RFI em Berlim O ato contra a visita de Salles foi organizado pelo grupo Gira, que faz oposição ao governo Bolsonaro, com o apoio de alemães. O Greenpeace se juntou ao protesto. Militantes da ONG formaram uma corrente humana, bloqueando a entrada do prédio da Câmara de Comércio e Indústria da Alemanha. Em Berlim tem havido várias manifestações a favor da preservação da Amazônia, e novas ações não estão descartadas. A visita oficial de Salles à capital alemã está um tanto nebulosa. Não há nada previsto na agenda oficial do site do Ministério do Meio Ambiente, nem do Itamaraty. A Embaixada em Berlim confirmou apenas que o ministro tem compromissos oficiais nesta segunda e terça, e que terá encontros com autoridades do governo alemão, empresários e com a mídia local. Nesta manhã, Salles deu uma entrevista ao jornal conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung. A RFI apurou que um dos eventos mais importantes – um encontro com empresários alemães –, que estava marcado para hoje, teria sido transferido para amanhã. Divergências no governo alemão Além dessa conversa com empresários, Salles vai se encontrar com a ministra do Meio Ambiente, Svenja Schultze, com o ministro da Cooperação e do Desenvolvimento, Gerd Muller, e possivelmente com o ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, seja num encontro bilateral, seja durante um jantar previsto para a noite de terça-feira (1). O Fundo Amazônia estará na pauta. O ministro alemão do Desenvolvimento tem tido uma postura mais compreensiva, mais tolerante, em relação ao desmatamento na Amazônia. A N

  • Linha Direta - Catedral de Manaus celebra missa para religiosos que irão ao Sínodo do Vaticano
    Linha Direta - Catedral de Manaus celebra missa para religiosos que irão ao Sínodo do Vaticano
    Duração: 05min | 27/09/2019

    Uma missa nesta quinta-feira (26) na Catedral de Manaus foi inteiramente dedicada aos representados do Estado no Sínodo da Amazônia, que terá início a partir da semana que vem no Vaticano. Do enviado especial a Manaus, A “missa do envio”, como foi chamada, aconteceu no final da tarde na Catedral Nossa Senhora da Conceição e foi celebrada pelo Arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani. Ele e os fiéis rezaram para os religiosos que nos próximos dias vão representar milhares de cristãos católicos que vivem na capital e outras regiões do Estado. No total, serão cerca de 50 pessoas do Amazonas a caminho de Roma, mas só cerca de metade, incluindo dois bispos, padres, padres, diáconos e leigos participarão efetivamente das discussões dentro do Vaticano. Os demais terão atividades em um espaço especial para apresentar aspectos das culturas dos povos originários da região e seus trabalhos junto a populações afastadas.   Em sua mensagem durante a missa, o arcebispo disse que eles serão os porta-vozes dos milhares de fiéis e religiosos que pedem mudanças e uma nova visão da Igreja Católica para a região amazônica. O bispo auxiliar da Diocese de Manaus, Dom Luís Albuquerque de Araújo, irá ao Vaticano e diz estar otimista. Apesar do Sínodo ter o papel de órgão consultativo, o evento já provoca mudanças da postura da Igreja com a imensa região.     “O Sínodo já é de fato uma realidade porque já está nos ensinando que antes de anunciar o Evangelho, temos que ter uma atitude de escuta e de respeito. Isso tem ajudado muito os bispos, padres e lideranças leigas a procurarem perceber que a diversidade que temos é uma riqueza. Seja diversidade cultural, ecológica, na riqueza da fauna e da flora, mas principalmente as diversas experiências que aqui temos. O Sínodo está trazendo algumas questões muitas vezes difíceis, mas o importante é a gente conversar e dialogar”. Povos indígenas denunciam riscos e ameaças Desde que foi convocado pelo Papa Francisco em 2017, esse Sínodo intitulado Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ec

  • Linha Direta - Maioria no Senado americano, republicanos não temem ameaça de impeachment
    Linha Direta - Maioria no Senado americano, republicanos não temem ameaça de impeachment
    Duração: 06min | 26/09/2019

    Esta está sendo uma semana dinâmica na capital americana, com Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, dando sinal verde para abrir uma investigação para um processo de impeachment de Donald Trump. Mas para os republicanos, maioria no Senado, a ameaça é um blefe. Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington Isso acontece a pouco mais de um ano das próximas eleições presidenciais, que serão realizadas em 3 de novembro de 2020. Desde que Trump tomou posse, em janeiro de 2017, a ameaça de impeachment por parte dos democratas tem pairado sobre a Casa Branca pelos mais diversos motivos, de envolvimento indevido com a Rússia, a evasão fiscal e insanidade. No entanto, até agora, a presidente da Câmara, hesitava em colocar a ameaça em prática. Por isso, o público recebeu com uma certa surpresa esse desenvolvimento repentino baseado em uma acusação ainda recente e mesmo antes de os membros do Congresso terem visto o memorando com o relato da conversa telefônica entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O motivo da hesitação de Pelosi é que ela, uma política experiente, está ciente de que esse tipo de ação pode prejudicar seu próprio partido, o Democrata, que quer manter o controle sobre a Câmara nas próximas eleições. Além disso, a deputada pela Califórnia sabe que dificilmente isso resultaria no impedimento do presidente, pois é o Senado, atualmente controlado pelo Partido Republicano, que vota a remoção de um presidente que sofre um processo de impeachment. Ala progressista democrata quer impeachment O motivo mais provável para a decisão de Pelosi é que ela tenha percebido que a nova ala progressista dos democratas não foi contida e continua firme na posição pela busca do impeachment - e essa ala cada vez ganha mais peso político. Entretanto, a presidente da Câmara não colocou a proposta de impeachment para votação, e não parece que os deputados democratas estejam realmente interessados em votar um processo de impeachment, pois seu posicionamento pode mesmo ser arriscado par

  • Linha Direta - Derrubada de vetos de Bolsonaro à Lei de Abuso de Autoridade fortalece Congresso, diz presidente do Senado
    Linha Direta - Derrubada de vetos de Bolsonaro à Lei de Abuso de Autoridade fortalece Congresso, diz presidente do Senado
    Duração: 05min | 25/09/2019

    Dos 33 vetos que o presidente Jair Bolsonaro fez ao projeto de Lei sobre Abuso de Autoridade, senadores e deputados derrubaram 18 na terça-feira (24). Mantiveram 15. O resultado foi considerado uma derrota do governo brasileiro ou “o fortalecimento do Congresso Nacional”, segundo definiu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Galton Sé, correspondente da RFI em Brasília Teria sido ação e reação. Algo orquestrado pelo presidente do Senado Davi Alcolumbre. Antes de levar o tema ao plenário, Alcolumbre conduziu horas de articulações, reuniões fechadas com líderes de partidos para, só então, votar o assunto. De início, o acordo era derrubar cerca de seis vetos de Bolsonaro, mas ao final, foram 18. Uma das primeiras perguntas feitas ao presidente do Senado, logo após a votação dos vetos, foi se o resultado teve alguma relação com a operação da Polícia Federal, na semana passada, que fez buscas em gabinetes do Congresso. Davi Alcolumbre negou que a decisão tenha sido em resposta aos mandados de busca e apreensão em gabinetes ligados ao líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), e do deputado Fernando Filho, ambos investigados por corrupção. Alcolumbre disse que “não tem nada a ver”, que “era um desejo legítimo do Parlamento”. “Essa matéria já foi votada no Senado. Essa matéria veio para a Câmara. O presidente vetou e sancionou parte dela e, agora, o Congresso, num sistema de pesos e contrapesos, fez a derrubada de alguns vetos e a manutenção de outro”, argumentou. Mas a leitura é que teria sido uma forma de mostrar forças ao ministro da Justiça Sergio Moro, que pediu, pessoalmente a Bolsonaro, para vetar diversos trechos do projeto de lei. Já sobre o número bem maior de vetos do que inicialmente acordado, o presidente do Senado respondeu que resultado de “eleição, mineração e votação de vetos só depois da apuração." Quando questionado se a decisão do Senado era uma derrota do governo, Alcolumbre disse que não, mas finalizou respondendo que era “o fortalecimento do Congresso Nacional”. Reaç

  • Linha Direta - Impasse em Israel pode levar à terceira eleição em menos de um ano
    Linha Direta - Impasse em Israel pode levar à terceira eleição em menos de um ano
    Duração: 04min | 24/09/2019

    Uma semana depois das eleições parlamentares em Israel, ainda não há um claro vencedor. O impasse é tão grave que existe a possibilidade de que o país volte as urnas pela terceira vez em menos de um ano. A primeira votação foi em 9 de abril e a segunda, em 17 de setembro. Um terceiro pleito poderia ser convocado para o começo de 2020. Daniela Kresch, correspondente da RFI em Israel Ontem, terça-feira (24), os dois líderes que receberam mais votos se reuniram – a pedido do presidente do país, Reuven Rivlin – para tentar se entender e criar um governo de união nacional. Isso resolveria a crise através de uma rotatividade de liderança: cada lado indicaria o primeiro-ministro por dois anos para formar um mandato estável de quatro anos. Mas esses dois líderes – o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do partido de centro-direita Likud; e o opositor Benny Gantz, da lista de centro-esquerda Azul e Branco – não chegaram a um acordo. O aperto de mão entre os dois, no começo do encontro, demonstrou o desconforto mútuo. A conversa durou uma hora e foi dramática. Os dois saíram sem falar com a imprensa. Mas, pouco depois, Netanyahu afirmou estar comprometido com partidos de direita para formar um governo, não com o Azul e Branco. Novo pleito pode beneficiar Netanyahu Em seguida, Gantz afirmou que Netanyahu não quer encontrar uma verdadeira solução porque desejaria, na verdade, que houvesse novas eleições. O primeiro-ministro está envolvido e casos de corrupção e pode ser indiciado pela Promotoria Pública em poucas semanas. Caso houvesse uma nova convocação de pleito, ele talvez pudesse adiar os procedimentos jurídicos. Fora isso, Netanyahu, após dez anos de poder consecutivos e ter sido considerado quase como um “gênio político”, não quer demonstrar fraqueza e ver seus dias como primeiro-ministro terminarem com ele dividindo o poder. Para ele, um governo de rotatividade com Benny Gantz seria realmente uma humilhação. O motivo desse imbróglio é o maior impasse político desde a criação de Israel, em 1948. O país est

  • Linha Direta - Secretário-geral da ONU nega ter vetado Brasil e outros países na Cúpula do Clima
    Linha Direta - Secretário-geral da ONU nega ter vetado Brasil e outros países na Cúpula do Clima
    Duração: 04min | 23/09/2019

    Termina nesta segunda-feira (23) em Nova York a Cúpula do Clima da ONU com os discursos dos principais líderes mundiais na Cúpula da Ação Climática. O evento vai cobrar dos líderes mundiais planos reais de ação. As Nações Unidas só escolheram para participar da programação países com propostas concretas para a redução dos efeitos das mudanças climáticas. O Brasil ficou de fora. Dagmar Trindade, correspondente da RFI em Nova York O Brasil, assim como os Estados Unidos, Japão, Arábia Saudita e África do Sul não foram selecionados para fazer pronunciamento durante a cúpula. O Secretário Geral da ONU, António Guterres pediu aos chefes de Estado para trazerem planos e não apenas belos discursos. De acordo com o The New York Times, “a ONU disse que escolheu os países a serem destacados na cúpula com base em resumos de um documento que eles enviaram sobre quais os novos passos positivos estavam tomando para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e para ajudar os mais vulneráveis do mundo a lidar com o impacto das mudanças climáticas. Todos os planos aceitáveis foram informados que teriam alguns minutos no pódio.” “Autoridades das Nações Unidas, que falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizadas a discutir o assunto publicamente, disseram que alguns países não conseguiram o pódio porque suas propostas não representavam medidas novas e concretas. Guterres disse que nenhum país foi ‘recusado’.” A chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro inglês, Boris Johnson e o presidente francês Emmanuel Macron farão discursos. Índia e China, o país que mais emite dióxido de carbono no mundo, também participam da cúpula. Reunião sobre Amazônia Antes da plenária final, o secretário-geral da ONU e líderes de países como França, Alemanha, Colômbia, Chile, realizam uma reunião para discutir a situação na Amazônia. A França vai propor, entre outras medidas, um fortalecimento do Fundo Verde para o Clima. Esse mecanismo garante a transferência de recursos dos países avançados para os mais vulneráveis,

  • Linha Direta - Alemanha declara guerra aos carros SUVs por poluírem e ocuparem muito espaço em estacionamentos
    Linha Direta - Alemanha declara guerra aos carros SUVs por poluírem e ocuparem muito espaço em estacionamentos
    Duração: 04min | 20/09/2019

    Criticados por consumirem muito combustível e poluírem mais do que o normal, os carros SUVs estão na mira dos ambientalistas alemães. Propostas de proibição de circulação nos centros das cidades, sobretaxas e até ataques de ecologistas reforçam a aversão crescente a esse tipo de veículo, no país onde a indústria automobilística é vital para a economia. Marcio Damasceno, correspondente da RFI em Berlim Nas últimas semanas, a Alemanha tem sido palco de um grande debate sobre os veículos SUVs, que estão muito na moda hoje em dia, não só na Alemanha como no Brasil. Eles são mais altos, dão uma certa sensação de segurança ao motorista, costumam ter tração nas quatro rodas, mas também consomem mais combustível e poluem mais. Eles foram alvo de protestos no fim de semana passado no Salão do Automóvel de Frankfurt. Políticos, principalmente do Partido Verde, chegaram a propor que esses modelos mais encorpados sejam impedidos de circular nos centros das cidades alemãs, onde as ruas são estreitas e onde os espaços para estacionar são cada vez mais raros. Há também a ideia de se sobretaxar esses carros, para torná-los ainda mais caros e reprimir a demanda, que vem crescendo bastante desde os anos 90. Eles já são os modelos mais vendidos, representando cerca de 30% de todos os carros vendidos na Alemanha. Um aspecto curioso dessa "guerra contra os SUVs" é que a imprensa tem noticiado que em cidades como Hamburgo e Munique, dezenas de carros utilitários têm amanhecido com adesivos colados no para-brisas por ambientalistas anônimos, muitas vezes com xingamentos, mas também com apelos para que os motoristas comprem carros menores e menos poluentes. Economia x meio ambiente A indústria do automóvel é vital para a economia da Alemanha, que tem marcas mundialmente conhecidas, como Volkswagen, Audi, Porsche, BMW, Mercedes-Benz. Ao mesmo tempo, o meio ambiente é uma preocupação constante dos alemães, a ponto de a ecologia também ser uma paixão alemã. Não é à toa que, às vésperas da Cúpula do Clima da ONU, que será realizada

  • Linha Direta - Escolha de Christine Lagarde para comando do Banco Central Europeu é polêmica
    Linha Direta - Escolha de Christine Lagarde para comando do Banco Central Europeu é polêmica
    Duração: 06min | 19/09/2019

    A futura presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, não é um nome de consenso. Mesmo assim, a partir de novembro, ela deverá assumir um dos postos mais importantes da União Europeia, com enormes desafios pela frente. Letícia Fonseca Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas A escolha de Christine Lagarde, ex-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, para o comando do todo poderoso Banco Central Europeu (BCE) continua gerando polêmica, apesar de sua nomeação ter sido aprovada esta semana pelo Parlamento Europeu. Há quem diga que uma certa dose de misoginia e inveja sustentam essa falta de consenso. Para alguns especialistas em política monetária, a designação de Lagarde representa uma vitória; outros hesitam diante de sua indicação por causa de sua gestão nas crises grega e argentina. Os mais críticos afirmam que Christine Lagarde é advogada e não economista, nunca ocupou a chefia do Banco da França, o que é considerado um antecedente natural para quem, a partir de novembro, vai controlar a terceira maior área econômica do mundo, a zona do euro. Segundo eles, o receio é que no caso de uma profunda crise na zona do euro ela não tenha a competência necessária para estancar o processo. A única certeza que temos é que Christine Lagarde, a primeira mulher a presidir o Banco Central Europeu, vai assumir o comando em uma época de grande incerteza econômica. A escalada de tensão na guerra comercial – mas também tecnológica e cambial - entre EUA e China aumenta o medo de uma desaceleração global. A disputa sino-americana ameaça contagiar a economia mundial, que já está em pleno desaquecimento. Além disso, o risco de um Brexit – saída do Reino Unido da UE - sem acordo é um cenário caótico tanto para o Reino Unido, quanto para a União Europeia. A previsão de crescimento na zona do euro é de apenas 1,2% em 2019, e 1,4% no ano que vem. Bruxelas reduziu em um décimo as projeções de crescimento para as maiores economias do bloco em 2020. Outro aspecto que inquieta o BCE é a inflação. Recuperar

  • Linha Direta - Após meses de atrito, Macron vai à Roma tentar reaproximação com a Itália
    Linha Direta - Após meses de atrito, Macron vai à Roma tentar reaproximação com a Itália
    Duração: 04min | 18/09/2019

    O presidente francês, Emmanuel Macron, chega a Roma nesta quinta-feira (18) para uma visita oficial. A agenda de encontros com o presidente e primeiro-ministro italianos é vista como um momento crucial para a retomada da aliança franco-italiana no cenário europeu. Rafael Belincanta, correspondente da RFI em Roma Macron vai encontrar um cenário político diferente desde a última vez que esteve em Roma. Há pouco mais de um ano, o presidente esteve no país para visitar o papa Francisco. Era o auge do atrito entre Macron e o ex-ministro do Interior Matteo Salvini, que acusava França e Alemanha de não ajudarem a Itália no acolhimento dos migrantes que chegam pelo Mediterrâneo. Poucos meses mais tarde, novas declarações de Salvini contra a França e um encontro entre representantes dos coletes amarelos e expoentes do governo italiano seriam o estopim para que Paris convocasse o embaixador francês em Roma para esclarecimentos, algo que não acontecia desde o fim da Segunda Guerra. Agora, sete meses após o abalo das relações diplomáticas e com a saída de cena de Salvini, Macron vai encontrar um governo italiano pró-Europa e disposto a costurar alianças, sobretudo diante da incógnita do Brexit e do início do mandato da nova comissão europeia, em novembro. Agenda de Macron em Roma O encontro com o presidente Sergio Mattarella está previsto para 19h locais (14h em Brasília). Uma hora depois, Macron será recebido pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte. Logo após, está prevista uma declaração conjunta à imprensa. Entre os assuntos em pauta, a migração no Mediterrâneo, os centros de detenção na Líbia e a situação no Sahel. Para o Corriere della Sera, “trata-se de uma visita importante para marcar a retomada das relações entre França e Itália, especialmente após o estabelecimento do novo governo entre Movimento 5 Estrelas (M5E) e Partido Democrático (PD), que recoloca Roma na mesma linha europeísta de Paris”. Estratégias políticas A reviravolta no governo italiano marca o retorno da Itália à institucionalidade europei

  • Linha Direta - Eleições legislativas em Israel definem futuro político de Netanyahu
    Linha Direta - Eleições legislativas em Israel definem futuro político de Netanyahu
    Duração: 04min | 17/09/2019

    Apenas cinco meses após as últimas eleições, os eleitores israelenses vão novamente às urnas, nesta terça-feira (17), para eleger os 120 membros do Knesset, o Parlamento em Jerusalém. Eles vão votar em mais de 11.000 urnas, assim como fizeram em 9 de abril, quando o vencedor, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, não conseguiu costurar uma coalizão de governo viável. Correspondente da RFI em Tel Aviv Para formar o governo,o premiê conservador precisava do apoio de 51% dos representantes do Parlamento, ou seja, 61 deputados, mas conseguiu atrair apenas 60 parlamentares. O fracasso levou à convocação de novas eleições. A votação acontece a um mês do comparecimento de Netanyahu à Justiça por corrupção, abuso de confiança e malversação de dinheiro público. "A disputa está muito apertada", reconheceu o chefe de governo, ao votar nesta manhã em Jerusalém. Ele citou o amigo americano Donald Trump e fez um apelo para que os israelenses participem de maneira expressiva na eleição. O opositor Gantz votou em Tel Aviv, propondo mudanças no poder em Israel, com um governo "sem corrupção e extremismos". As pesquisas eleitorais dão ao partido de Netanyahu, o conservador Likud, 32 das 120 cadeiras do Parlamento. Mas o principal partido de oposição, o Azul e Branco (centro-esquerda), liderado pelo ex-chefe do Exército Benny Gantz, também deve receber, pelas pesquisas, o mesmo número de assentos. Muitos dizem que será uma das eleições mais apertadas da história do país. "Bibi ou Benny?", questiona a imprensa internacional, fazendo alusão ao apelido de Netanyahu. Pelo sistema eleitoral israelense, quem tem a chance de formar o próximo governo é sempre o líder do partido com mais votos. Mas, se houver um empate, o escolhido é quem receber mais indicações dos líderes dos outros partidos que conseguiram eleger bancadas. Ninguém sabe se Netanyahu, no poder há 10 anos consecutivos, receberá mais indicações do que Gantz. E, caso seja o mais indicado, se irá conseguir costurar uma coalizão com 61 cadeiras. Lieberman, o cori

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